O MAIE REAFIRMA SEU COMPROMISSO HISTÓRICO COM O DIREITO À CIDADANIA
DOS DESCENDENTES DE ITALIANOS

Em resposta à proposta de emenda à Lei da Cidadania apresentada pelo Partido Democrático (PD) que restringe o direito à cidadania italiana aos netos e aumenta a taxa de 300 a 400 euros, o MAIE reafirma que defenderá sempre e de forma total e irrestrita o princípio do ius sanguinis que garante aos descendentes o acesso a uma condição com a qual já nasceram, isto é, a condição de cidadão italiano.

O coordenador para a Região Nordeste do Brasil, Daniel Taddone, declarou que “a proposta de emenda apresentada pelo Partito Democratico é um escárnio, uma gozação. Depois da taxa inconstitucional dos 300 euros, agora o PD quer modificar uma lei que atribui no nascimento a cidadania aos descendentes criando um limite de gerações até os netos, atingindo sobretudo os oriundos da América do Sul, que em sua grande parte são de terceira e quarta geração.”

O MAIE sempre foi contrário à taxa inconstitucional de 300 euros da cidadania, e recebe com espanto a proposta do PD de aumentá-la para 400 euros. Em três anos de aplicação, somente no Brasil foram arrecadados mais de 16 milhões de euros apenas no Brasil em três anos, dos quais nem um centavo foi revertido em favor dos consulados. Taddone também pergunta: “Como numa situação como essa o Partido Democratico tem a coragem de propor um aumento da taxa? Nem mesmo a esmola de 30% da taxa, que não resolve nada, foi liberada pelo governo do PD, e agora eles ainda querem arrecadar mais? Isso é um sinal claro de desprezo aos descendentes no Brasil, que em 2013 confiaram ingenuamente nas propostas do PD de Fabio Porta e foram enganados”.

Taddone ainda sublinhou que “de nada adianta Fabio Porta e Fausto Longo se declararem individualmente contra a modificação proposta pelo próprio partido, pois no fim das contas eles sempre votam exatamente como determinam os caciques em Roma. Foi exatamente assim que aconteceu na votação da reforma eleitoral recentemente aprovada. Eles dizem que são contra um detalhe ou outro, fazem pose de contrariados, mas depois votam a favor de tudo.”

O presidente do MAIE, Ricardo Merlo, afirmou de forma contundente: “o PD começou a atacar o ius sanguinis quando propôs e aprovou na Câmara dos Deputados o estabelecimento do ius soli. Essa nova proposta é uma loucura, mas é coerente com os ideais do PD. O MAIE votará contra e não aceitará nenhuma modificação que afete o ius sanguinis. O PD já escolheu o seu lado e esse lado não é o dos italianos no mundo”.